terça-feira, novembro 28, 2006

Acorda imaginação

“Vamos Leonel, ACORDA”. Este era o grito da mãe de Leonel quando este dormia, feliz, em um sono profundo. Somente pensava, “poxa mãe que saco, o sonho estava tão bom, queria voltar...”. Sem perceber ele adormece. Sem nem esperar de repente Leonel se encontra em uma montanha, grande, gigantesca, até mesmo assustadora. “Onde estou?”, pensava o garoto olhando ao redor. Sem esperar aparece um ser, diferente no mínimo. Com olhos rosas, cabelos longos e amarelos e roupas verdes, o que seria aquilo?
“Leonel, venha, me acompanhe, vamos descobrir o que se passa” – disse a estranha, criatura? Sim podia ser uma criatura.
Por incrível que pareça a figura que apareceu tinha asas e voou com o garoto para baixo da montanha. Ao chegar lá viram casas no formato de cenouras, com portas amarelas. “Será possível?” pensava o guri. Leonel era o típico garoto, nem muito alto e nem muito baixo. Simpático e de bom humor, cabelos castanhos claros e sempre disposto a novidades. Leliop, o nome da criatura engraçada, chamou o menino para o seguir. Ao chegar na maior das casas cenouras eles entraram. Ao chegarem em uma sala, cor abacate, Leliop começa o diálogo ao sentar-se em um banco no formato de um... um... seria um ralador? Enfim, assim disse o personagem:
- Leonel, você não sabe por que está aqui?
- Realmente não sei, estava em casa. Lugar estranho este.
- Estranho não, ele é muito familiar, você apenas não o conhece profundamente, mas isso tudo faz parte de você.
-De mim? Coisas aladas, casas de cenoura? E aquelas coisas andando pela rua?
- Os Stortions? São criaturinhas engraçadas, não?
- Mas é claro, parecem cebolas, cebolas pequenas.
- Sim, eles têm o dom do sentimento.
- Sentimento? – Disse Leonel.
-Sim, eles sentem, vibram, choram, são a chamada alma.
- E o que estou fazendo aqui?
- Leonel, você está aqui, dentro de você mesmo. Os Stortions são você.
- EUUUUUUUUUUUU????
- Sim, ou melhor, sua alma.
- Meu deus, minha alma é... – o garoto parece hesitar -...uma cebola?
- Tudo faz parte de ti, de sua imaginação, do seu interior. No sonho você cria, imagina. É o seu espaço para sonhar, ser tudo que você sempre quer ser. Toda essa criatividade é fonte de algo que você possui, imaginação. Todos os pontos e elementos mais loucos, na verdade podem ser os mais atrativos para outros. Eu aqui parado, sou a sua imaginação. Você alguma vez já havia parado para pensar como seria a sua imaginação? Garanto que você pensava que ela nem existisse dentro de você, mas ela existe, basta exercitá-la! Crie, invente, divirta-se.

PRILOFT!!!!!!

“LEONEL, ACORDA AGORA, TU TEM QUE IR PARA A ESCOLA”, novamente mamãe chamando e o sonho interrompido.

terça-feira, novembro 14, 2006

O chicle

Certo dia Leonel andava pela cidade. Via tudo como se fosse outro mundo. Sabe aqueles dias em que tu anda e anda e não vê ninguém, não ouve nada, não senti nada. Parece estar em outro mundo, um fantasioso, misterioso. Sua cabeça não se encontra em seu corpo, você está literalmente viajando. Pois bem, este era um dia para Leonel. Ao sair do trabalho e almoçar ele tinha decidido ir para casa. Pegou o tal do transporte urbano de sua cidade. Foi lá e sentou bem feliz e distraído em um banco encostado a janela. Pá, pum, está ele lá olhando para o nada pensando em tudo. Estourando sua bolinha de chicle a todo momento para descontração. Em determinada hora chega ao coletivo um senhor com seu filho. Voltando ao mundo real, Leonel observa que o garoto senta do outro lado e o senhor se senta ao seu lado. Ele volta ao seu mundo fantasioso pensando no hoje e no amanhã. Ao estourar a sua centésima bolinha de chicle o senhor ao lado com determinada raiva vira e dispara: "Se tu estourar outra bolinha de chicle eu te dou um soco na cara". Bum, para Leonel foi um baque já que estava em outro mundo e de repente aterrizou no mundo real. Virando para o infeliz ao seu lado ele responde "O que é isso, estamos aonde? Se ti incomoda as insignificantes bolinhas não seria apenas o caso de pedir para parar? O senhor não é civilizado o bastante para ser educado? Pelo amor de deus o que é isso, ir dar um soco no outro por uma bolinha de um mero chicle."
O pensamento bate no senhor que logo pede desculpas e redime de seu ato brutal e irracional. "Me desculpe então fiquei com a cabeça quente e devia ter pedido antes mesmo." Para tiver como ás vezes uma ação pode transformar um reação.
Moral da história: Veja, na vida você pode ter duas atitudes, se estourar sem pensar ou refletir e ver como vai agir com as diversas situações do seu dia a dia. O que escolhermos hoje e decidirmos refletirá no nosso amanha. Por isso pense sempre bem antes de qualquer atitude mas não deixe de ser também ás vezes um pouco impulsivo pois se pensar demais o trem pode passar.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Comentário infeliz

Segunda-feira, geralmente dia de ir ao banco, na verdade todos os dias se pode ir ao banco, mas segunda-feira é foda. Chegando lá ele está vazio por incrível que pareça. Vou ao andar de cima falar com umas das atendentes e vejo que somente ela está atendendo. Tive que esperar. ao meu lado tem uma senhora, loira, aparentando uns 60 anos por aí. Percebo pela conversa que a minha atendente está falando com uma cliente que teve seu carro roubado. Meu pensando é rápido e depressivo, "Essa mulher vai demorar". Fico olhando o relógio toda hora e a senhora ao meu lado comenta:- Aí, aquele rapaz chegou antes de nós não é? Por que eu estou aqui e ele está sendo atendido?
(Por que você é pateta, será?)- Mas a senhora pode ir a outras mesas, o problema é que eu espero a Adriana para me atender.- E eu era com o Anderson, ali do lado, que atendeu o rapaz antes de mim. Vê se pode...Pronto aí começava os comentários. Você da assunto para pessoas que além de estarem nervosas sempre querem um papo. Começa o dialogo que na verdade é um monologo. -Por que agora tem que ver essa guria que ganhou aí, a Yeda não é? Ela parece que vai privatizar, né? Tu acha que vai? Não sei não ein, ás vezes é até melhor privatizar, por que tu é atendido melhor. Eu somente concordando ou falando um não sei, e não é que a mulher continua a falar. - Pois é por que ás vezes a gente sai do estado e não consegue tirar dinheiro lá. O Banrisul é bom aqui mas saí do Estado e nada, nunca aceitam os cheques. Eu sou do Rio né, ás vezes tenho que ficar saindo daqui e o que que eu faço?Deus, é ótimo uma conversa, mas eu estava p... da vida por causa da demora do meu atendimento e a mulher queria assunto. Não se pode dar liberdade a esse tipo de pessoa, é aquele tipo de quero conversa só me da a brecha. Ela me contou parte da vida dela sem eu ao menos dizer nada. Até que finalmente foi chamada para o atendimento. Eu rindo, e pensando no que ela falava. Aí o banco vagou e sentou outra senhora, essa eu puxei assunto. A mulher do carro estava sem os documento e ficava a falar do carro dela. Ah, pelo amor de deus vai trazer uma foto então. A senhora ao meu lado começou:- Aí eu vim aqui por que nem saio de casa, eu estou com depressão aí só saio se for algo rápido.
Na hora pensei, putz errei de novo lá vem histórias de mais uma vida, mas não, ela parou, não se alongou na conversa. Claro tem histórias de ida que são legais, mais quando tu ta aflito tu quer ficar ali reclamando da demora. Assim é legal uma troca de informações, e não um monologo, por favor né. No fim eu desisti de ser atendido e fui falar com a guria que estava sentada, só no cafezinho, e fiz o que dava para fazer.