terça-feira, dezembro 19, 2006
Folhas e folhas
Ao chegar ao topo, após uma longa subida ele olha ao redor, novamente ninguém por perto. Ele chega a um cômodo, redondo e cheio de detalhes. Tudo em verde e marrom, ao estilo de um tronco de árvore. Ele vê duas poltronas moldadas em galhos com algumas folhas em volta para amaciar quem ali sentasse. De repente quando Leonel pensa em ir sentar-se na tal cadeira, chegando quase perto ouve uma voz.
- Nãoooooooooo!!!! – gritou alguém desesperado.
- De onde você surgiu? – O garoto com olhos assustados fita a figura pequena que aparece, com olhos grandes e verdes, apesar de pequena estatura.
- Como de onde? Está louco? De onde você saiu, todo estranho com essas roupas. E ainda acha que pode sentar na cadeira do Moldre.
O garoto antes de projetar alguma resposta ao estranho ser se olha de cima abaixo, analisando sua roupa quando percebe que realmente estava com trajes diferentes do habitual. O que seria estas, folhas em minhas pernas? Estava vestido de uma forma um tanto diferente, com algumas folhas cobrindo seu corpo. Ele começa a imaginar de onde tudo aquilo, e como fora parar ali quando volta o olhar para a pequena criatura.
- Hã...Moldre? O que seria isso? E você como se chama? – Colocando os olhos na criaturinha mais de perto ele percebe que o corpo era feito de madeira e os olhos eram belos, apesar de muito grandes. No que se podia chamar de joelho corria um líquido branco, de gotas em gotas.
- Como você não sabe quem é Moldre? Moldre, o soberano, está cadeira é dele e da senhora Ligorna. Eu me chamo Raguisquash, e você? Saiu de onde? – Ao terminar a frase ouve-se um barulho de estrondo e o medo nos olhos de Raguisquash fica evidente. – Rápido venha, não temos tempo para conversas agora.
Os dois saem correndo, Leonel no encalço da criaturinha, que agora aparentava um ar amigável, pensava o garoto. Com a rapidez entre os galhos, Raguisquash ajudou Leonel a se esconder. Olhando ao redor e percebendo a calmaria, a criatura, de roupas pequeninas salta para outro galho e fala:
- Vamos conte-me de você.
- Eu sou Leonel, e como vim para aqui não sei. Agora posso lhe pergunta uma coisa?
- Claro. – Em tom animado, mesmo estando atendo a tudo ao seu redor, responde.
- Por que estava correndo um líquido branco de suas pernas?
- Há bom... deixe isso para lá. Você é grande ein.
- Não me acho grande, até sou normal perto de meus amigos... – Ao dizer essas palavras Leonel volta ao seu mundo, lembrando de seus amigos e das tardes de domingo em que brincava na rua, de correr sem rumo nenhum com seus amigos, apenas brincando – Mas me diga, fiquei curioso, líquido branco, de onde surgiu?
- Você não tem líquido branco?
- Não, por que teria? – Sem entender a pergunta o garoto faz uma cara de espanto.
Por que todos quando se machucam deixar sair um pouco de tymni, depende do machucado.
- Tymni? Seria sangue?
- O que é Sangue? – A curiosidade aparecia por entre as pupilas dos grandes olhos.
- Hora, quando se machuca sai o sangue. Um líquido vermelho, grosso.
- Hora isso é o tymni, não? Só que é branco.
- Estranho – Pegando a ponta de um galho o menino espeta seu dedo e uma pequena gotícula de um líquido denso e vermelho se projeta aos olhares atentos de Raguisquash.
- Ohh... que estranho...mas como você viu tymni branco.
- Sim, mas me conte como se machucou?
- Bem foi de repente, eu escapei, estou fugindo, mas não se preocupe, não sou do mal. Me prenderam por engano e resolvi fugir, não podia mais ficar por ali.
Enquanto Raguisquash contava sua história Leonel observou mais atento a criatura. Ele estava apenas com algumas vestes, de umas folhas meio marrom, parecendo secas e velhas que lhe cobriam apenas a parte de baixo da barriga.
- E o que aconteceu?
Um baque não muito longe dali tira a atenção deles da conversa.
- Vamos, se não tu vai descobrir muito rápido. Ainda temos muito o que conversa. – Pegando o garoto pela mão Raguisquash começa a pular para longe.
Ao olhar para trás ele vê três criaturas com bocas grandes, de cores pretas e com longos braços e segurando em vários galhos, muito rápidos vindo atrás deles. Seres com uma touca grande e amarela, os olhos vermelhos e fixados no objetivo. Leonel tropeça quando Raguisquash pula alto e cai em cima de um galho que o segura, ficando assim para trás e soltando a mão do companheiro. Quando olha para trás...
- O LEONEL, DINOVO TU DORMINDO? TE LEVANTA PRA IR A AULA E ESCOVA OS DENTES.
O garoto se levanta e meio sonolento pensa. "Salvo pelo gongo, na verdade pelo berro... mas e Raguisquash? Seria um sonho?"
terça-feira, novembro 28, 2006
Acorda imaginação
“Leonel, venha, me acompanhe, vamos descobrir o que se passa” – disse a estranha, criatura? Sim podia ser uma criatura.
Por incrível que pareça a figura que apareceu tinha asas e voou com o garoto para baixo da montanha. Ao chegar lá viram casas no formato de cenouras, com portas amarelas. “Será possível?” pensava o guri. Leonel era o típico garoto, nem muito alto e nem muito baixo. Simpático e de bom humor, cabelos castanhos claros e sempre disposto a novidades. Leliop, o nome da criatura engraçada, chamou o menino para o seguir. Ao chegar na maior das casas cenouras eles entraram. Ao chegarem em uma sala, cor abacate, Leliop começa o diálogo ao sentar-se em um banco no formato de um... um... seria um ralador? Enfim, assim disse o personagem:
- Leonel, você não sabe por que está aqui?
- Realmente não sei, estava em casa. Lugar estranho este.
- Estranho não, ele é muito familiar, você apenas não o conhece profundamente, mas isso tudo faz parte de você.
-De mim? Coisas aladas, casas de cenoura? E aquelas coisas andando pela rua?
- Os Stortions? São criaturinhas engraçadas, não?
- Mas é claro, parecem cebolas, cebolas pequenas.
- Sim, eles têm o dom do sentimento.
- Sentimento? – Disse Leonel.
-Sim, eles sentem, vibram, choram, são a chamada alma.
- E o que estou fazendo aqui?
- Leonel, você está aqui, dentro de você mesmo. Os Stortions são você.
- EUUUUUUUUUUUU????
- Sim, ou melhor, sua alma.
- Meu deus, minha alma é... – o garoto parece hesitar -...uma cebola?
- Tudo faz parte de ti, de sua imaginação, do seu interior. No sonho você cria, imagina. É o seu espaço para sonhar, ser tudo que você sempre quer ser. Toda essa criatividade é fonte de algo que você possui, imaginação. Todos os pontos e elementos mais loucos, na verdade podem ser os mais atrativos para outros. Eu aqui parado, sou a sua imaginação. Você alguma vez já havia parado para pensar como seria a sua imaginação? Garanto que você pensava que ela nem existisse dentro de você, mas ela existe, basta exercitá-la! Crie, invente, divirta-se.
PRILOFT!!!!!!
“LEONEL, ACORDA AGORA, TU TEM QUE IR PARA A ESCOLA”, novamente mamãe chamando e o sonho interrompido.
terça-feira, novembro 14, 2006
O chicle
O pensamento bate no senhor que logo pede desculpas e redime de seu ato brutal e irracional. "Me desculpe então fiquei com a cabeça quente e devia ter pedido antes mesmo." Para tiver como ás vezes uma ação pode transformar um reação.
Moral da história: Veja, na vida você pode ter duas atitudes, se estourar sem pensar ou refletir e ver como vai agir com as diversas situações do seu dia a dia. O que escolhermos hoje e decidirmos refletirá no nosso amanha. Por isso pense sempre bem antes de qualquer atitude mas não deixe de ser também ás vezes um pouco impulsivo pois se pensar demais o trem pode passar.
sexta-feira, novembro 03, 2006
Comentário infeliz
(Por que você é pateta, será?)- Mas a senhora pode ir a outras mesas, o problema é que eu espero a Adriana para me atender.- E eu era com o Anderson, ali do lado, que atendeu o rapaz antes de mim. Vê se pode...Pronto aí começava os comentários. Você da assunto para pessoas que além de estarem nervosas sempre querem um papo. Começa o dialogo que na verdade é um monologo. -Por que agora tem que ver essa guria que ganhou aí, a Yeda não é? Ela parece que vai privatizar, né? Tu acha que vai? Não sei não ein, ás vezes é até melhor privatizar, por que tu é atendido melhor. Eu somente concordando ou falando um não sei, e não é que a mulher continua a falar. - Pois é por que ás vezes a gente sai do estado e não consegue tirar dinheiro lá. O Banrisul é bom aqui mas saí do Estado e nada, nunca aceitam os cheques. Eu sou do Rio né, ás vezes tenho que ficar saindo daqui e o que que eu faço?Deus, é ótimo uma conversa, mas eu estava p... da vida por causa da demora do meu atendimento e a mulher queria assunto. Não se pode dar liberdade a esse tipo de pessoa, é aquele tipo de quero conversa só me da a brecha. Ela me contou parte da vida dela sem eu ao menos dizer nada. Até que finalmente foi chamada para o atendimento. Eu rindo, e pensando no que ela falava. Aí o banco vagou e sentou outra senhora, essa eu puxei assunto. A mulher do carro estava sem os documento e ficava a falar do carro dela. Ah, pelo amor de deus vai trazer uma foto então. A senhora ao meu lado começou:- Aí eu vim aqui por que nem saio de casa, eu estou com depressão aí só saio se for algo rápido.
Na hora pensei, putz errei de novo lá vem histórias de mais uma vida, mas não, ela parou, não se alongou na conversa. Claro tem histórias de ida que são legais, mais quando tu ta aflito tu quer ficar ali reclamando da demora. Assim é legal uma troca de informações, e não um monologo, por favor né. No fim eu desisti de ser atendido e fui falar com a guria que estava sentada, só no cafezinho, e fiz o que dava para fazer.
sexta-feira, outubro 27, 2006
E no calar da noite
Foi de repente, sem ninguém esperar que aconteceu, ali mesmo onde todos se encontravam. Logo antes havia falado com Patrícia, comentando sem nem ao menos esperar por aquilo que viria. Patrícia havia me visto, eu Leonel, sem nem sequer pensar no que iria acontecer logo depois. Amigos passavam e falavam, no próximo vamos lá. E eu ali, desconsolado. Antes, na aula mesmo, já havia me certificado de como andava aquele suspense, aquela emoção e estava feliz por que naquele momento era possível com o que se apresentava. Assim chegou, comentários de todos, o dia passava e todos pensavam ou em um ou em outro. O que seria? Algo de extrema importância é fato dizer. Com certeza aquilo não era esperado. Podia-se ver todos desconsolados e com caras de desapontamento. Foi quando no silêncio de todos após um breve comentário de quanto tempo estava que ecoou de um pequenino rádinho o som milagroso. Sem esperar vem as palavras "Herrera, cabeceia e é GOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL". Foi o resultado final 2 a 1 para o tricolor. Felicidade geral de todos na rodinha e desapontamento aos que do lado secavam. o Tricolor dos 46 do segundo tempo mantinha sua marca de vencer na finaleira, no calar da noite.
sexta-feira, outubro 20, 2006
Controle Remoto
Você já parou para pensar que poderíamos comandar nossa vida com um tipo de controle, ou sei lá, um dispositivo para controlar nossas vida? Vamos pensar. Você poder mandar em sua vida, pelo menos no tempo em que ela irá ocorrer. Por exemplo, voltar no tempo e rever lembranças esquecidas, pessoas que já foram e outras de diferentes maneiras. Passar aquela hora chata, aquela conversa entediante com a namorada(o), ou com a mãe, passando ela em apenas 1 segundo, e logo depois estar no final da conversa. Porém teria um pequeno problema, passando este tempo você automaticamente não estaria ouvindo e nem participando do que estava acontecendo. Seria como se você estivesse no automático, seu corpo ali e sua mente em outro lugar. Pensando assim, o controle remoto é algo mecânico, o tempo ia passar e sempre que algo parecido acontecesse iria novamente passar rápido e você no automático. É claro que se você começasse a adiantar tudo, como por exemplo a sua promoção, a gestação do seu filho, por que você quer que aconteça logo. Eu sou muito ansioso então nem se fala como quero que as coisas aconteçam, que elas apareçam logo, vamos corre relógio, passa esse tempo.Quando você fosse ver você estava com 45 anos com três netos e você nem sabe o nome deles pois sua vida passou no automático, devido a sua grande ansiedade em antecipar fatos e acontecimentos. Você perdeu sua vida, perdeu seus momentos mais importantes ao lado de quem você ama. É claro tudo isso é imaginação mas pare para pensar, ás vezes até a nossa vida que anda no play, ou seja, no tempo real é meio rápido. Quando você vê está com 25, 30, 40 e puff tua vida está passando e tu nem percebe. Acaba caindo em uma rotina que torna você uma pessoa mecânica sem mesmo tu ter pedido, ou acionado o controle. Pare para pensar e veja que ás vezes há mais pessoas em seu redor que gostam de você do que você nota. Tem que se pensar que essas pessoas também não estão pensando que suas vidas podem passar como um faixo de luz, algo com extrema rapidez. Aproveite o momento em que você vive, não espere demais pelo futuro, se for para amanhã, faça hoje se for possível. O amanha nunca chega, pois quando chega o amanha, já é hoje. Pense como se fosse ontem, como se tu tivesse sem tempo e sem hora para ver aquela pessoa, realizar aquele sonho, aquela vontade, brincar com seu animal de estimação, papear com seu vizinho, seu parente. A vida passa e nem todas as pessoas que hoje estão conosco nos acompanham a vida inteira. Algumas acompanham, outras se vão para outro lugar distante, outras se distanciam devido ao rumo da vida. A única coisa que é certa é que seus amigos e conhecidos de alguns anos atrás não são os mesmo com quem você se relaciona toda hora hoje. Há aquelas pessoas que te acompanham sempre, seja pelo destino ou pelo forte vínculo. A única coisa que é certa é que as suas escolhas de hoje, refletem no seu amanha. Quem vive de passado é museu, quem vive de futuro é vidente, viva do presente, sonhe no presente, pode realizar no futuro, mas viva na data, no momento. O passado fica na lembrança, lá guardada no fundo. O para sempre um dia sempre acaba.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Nunca se espera
sexta-feira, setembro 08, 2006
Barrados no baile... opa... quer dizer no Show
Não adiantava nem a cara de cachorro pidão solucionou. Aí ficamos esperando, resolver aposta qual seria a roupa da tal cantora, tudo isso aqui na nossa história é claro, eu disse azul, outra disse verde e outra preto. Pensamos, como vamos descobrir? Olhamos e vimos o segurança e pronto não deu outra. Falamos para ele "pô pelo menos diz a cor da roupa dela pra gente saber". Não deu outra, e quando ele venho constatamos que a pessoas que apostou no preto havia acertado. No final do show, entre conversas e risadas, entre idéias de invadir e de se arranjar uma desculpa o show acaba e nada de ver a tal cantora. Estávamos indo embora, três estudantes de jornalismo, desolados mas felizes de tanto rir. Ao chegarmos a porta chega o tal segurança e fala "ei, vocês não querem tirar uma foto com a cantora? É só entrar e ir por ali". Não pensamos duas vezes, fomos e para a sorte a câmera não estava funcionando, meu deus quais eram as chances disso? Fui lá e pá, arrumei. Chegamos e tiramos a foto. Uma coisa não se pode negar, contatos e simpatia sempre são bem vindas, até quando tu é barrado em show, no fim veio a recompensa, vimos a tal cantora.
quarta-feira, setembro 06, 2006
Beber ou não beber?
Começou!
Vamos lá
